Se você já fez um teste de inglês, provavelmente recebeu uma sigla: A2, B1, C1. Elas vêm do Quadro Europeu Comum de Referência (CEFR, na sigla em inglês), o padrão usado por escolas, exames e empresas no mundo inteiro.

A graça do CEFR é que ele não descreve o que você sabe, e sim o que você consegue fazer. Vale entender cada degrau.

A1 — Iniciante

Você entende e usa expressões do dia a dia: se apresentar, dizer onde mora, pedir alguma coisa. A conversa funciona quando a outra pessoa fala devagar e ajuda.

A2 — Básico

Você dá conta de situações rotineiras — compras, restaurante, informações simples — e descreve com frases curtas o seu passado e seus planos. É o nível em que dá para viajar sem passar aperto, desde que nada saia do script.

B1 — Intermediário

Aqui acontece a virada mais importante: você se vira sozinho. Entende o essencial de assuntos conhecidos, resolve imprevistos numa viagem e consegue explicar uma opinião ou justificar um plano. Ainda falta vocabulário, e ainda dá trabalho — mas você não depende mais da boa vontade do interlocutor.

É também o nível onde mais gente empaca. Sair do B1 exige exposição constante e prática de fala, não mais gramática.

B2 — Intermediário superior

Você conversa com naturalidade e sem esforço aparente, acompanha uma discussão técnica da sua área e defende um ponto de vista com argumentos. É o nível que a maioria das vagas com "inglês avançado" no anúncio realmente pede.

C1 — Avançado

Você usa a língua de forma flexível e eficaz em contexto profissional e acadêmico, entende textos longos e capta significado implícito — ironia, subtexto, o que ficou nas entrelinhas. Você não traduz mais na cabeça.

C2 — Proficiente

Compreende praticamente tudo o que lê e ouve, e se expressa com precisão fina, inclusive sobre assuntos complexos. Vale um esclarecimento honesto: C2 não é "nível de nativo". É um nível de domínio que muitos falantes nativos também não teriam num teste formal.

E o Pré-A1?

É o ponto de partida de quem reconhece palavras soltas e expressões muito básicas. Não tem nada de vergonhoso: todo mundo passou por ali, inclusive quem hoje está em C1.

Quanto tempo leva para subir um nível

Qualquer prazo fixo é marketing. O que se pode dizer com honestidade é o que acelera: constância vale mais que intensidade, prática de fala vale mais que exercício escrito, e contato com conteúdo real — série, podcast, notícia — vale mais do que qualquer aplicativo sozinho. Duas aulas por semana com prática diária rendem mais que quatro aulas concentradas e cinco dias de silêncio.

Descubra o seu nível

O teste de nível de inglês da Izzi School é gratuito, leva cerca de cinco minutos e estima o seu nível do Pré-A1 ao C1 — com a ressalva honesta de que teste escrito não mede escuta nem conversa. Para confirmar de verdade, o caminho é uma aula experimental gratuita com um professor.